terça-feira, 26 de julho de 2011

A SOMBRA MISTERIOSA

Era uma vez, na Coreia, uma menina chamada A-yang. Ela sonhava em morar na França e queria ser pintora quando crescer. Sua mãe, Kate, era inglesa e, na infância, sonhava em ir para a Coreia. Um certo dia, ela viu uma sombra bem diferente dela no guarda-roupa e outra sombra do mesmo jeito na janela de casa. Ela ficou com muito medo, mas o medo sumiu quase completamente quando aquela sombra horripilante virou uma linda flor. E depois apareceu um pássaro maravilhoso que espantou o medo. O medo disse:

 - Por favor, para com essas maravilhas, ou eu vou sumir!

Aconteceu o contrário do que o medo pediu. O pássaro lançou, junto com a flor, um monte de água que, ao tocar no céu, virou uma aurora (que é uma luz colorida no céu que se move levemente e rapidamente). Mas o medo se rasgou e ficou mais vivo do que nunca. Mas, felizmente, ele se deletou com a câmera que tinha no teto da casa. O mistério cresceu. De repente, apareceu a sombra de um trovão fino bem lisinho e, na janela, a sombra de um trovão gordo e bem ondulado. A menina jogou uma bola que ninguém usava mais no trovão gordo e ela derreteu. Ela caiu em cima do trovão liso e todos os trovões sumiram. O mistério ficou mais gostosinho. No armário, ela viu um bolinho de morango com uma cereja em cima. Na janela, apareceu um bolo gigante de cereja com uma cereja do tamanho da cabeça de um leão em cima.

- Minha mãe mandou  escolher esse daqui. Mas, como eu sou teimosa, eu vou escolher esse daqui.

 Ela escolheu o bolinho. Ele estava tão gostoso que a menina não recusou comer o bolo gingante. Malucamente, a menina encolheu a barriga cheia como se fosse uma feiticeira. A sombra apareceu de novo nos dois lados. Os dois bolos falaram. O bolo maior comeu o bolo menor. Como se fosse a história da Chapeuzinho Vermelho, a menina pegou uma faca e cortou o bolo de primeira! O bolinho  deu uma beijoca das grandes na menina! A vovó dela ficou doente e ela teve de tomar uma canja que olha só quem fez: o bolinho de morango! E, fim.                 

Matheo Angelo



Aquelas sombras que, infalivelmente, visitam  as crianças, apareceram naquela noite  na janela do seu  quarto. E foram noites e mais   noites segurando a sua mão para que ele pudesse adormecer. Mas chegou finalmente o dia em que elas entraram pelas janelas de sua alma e ressurgiram encantadas  em forma de história e, “malucamente”,  se transformaram nesses mistérios “gostosinhos”...

Rosmari Pereira de Oliveira